KARMABOX WITH A VIEW - STEVIE WONDER - "MASTER BLASTER"
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Bom Karma... ou não!
Descoberta hoje mesmo graças a um anúncio ao seu álbum "The Grass Is Singing" na revista Op.Etiquetas: KARMABOX
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Já aqui o disse várias vezes, Clint Eastwood é um dos últimos realizadores clássicos, académico, que insiste numa forma de filmar que faz lembrar uma época dourada de Hollywood que não sobreviveu à geração mais nova e arrojada de cineastas. Podia ser um defeito, mas o velho Clint é bom o suficiente para saber utilizá-la em seu proveito e fazer disso uma ferramenta útil às histórias que quer contar.
Quanto a "Gran Torino" começo já pelo final: é para já o melhor filme do ano - a ver se o que está para vir o destrona - uma das maiores injustiças de sempre por parte da Academia, e o melhor filme de Clint Eastwood desde "The Bridges of Madison County" - na minha opinião, claro.
Não deixa de ser estranho que Portugal continue teimosamente a não dar espaço comercial a um género sempre tão interessante quanto o documentário. Por outro lado, apenas os documentários assinados por aqueles que o público portugês já identifica conseguem furar essa barreira do preconceito e da burrice e chegar às salas nacionais. Enfim...Etiquetas: Filmes Vistos
Os Fat Freddy's Drop são um mega projecto da Nova Zelândia que apenas com dois álbuns no currículo, um ao vivo e outro de estúdio, construiram uma fama e um reconhecimento consideráveis. Juntam com naturalidade reggae, dub, soul, jazz e um certo folk acústico que sabe terrivelmente bem e que nos dispõe no mood certo para tardes bem passadas a não fazer absolutamente nada e noites de copos em casa de amigos. A voz de Dallas Tamaira - ou melhor, do seu alter ego Joe Duke - nesse sentido é perfeita, quase angelical.Etiquetas: KARMABOX

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Primeiro, Little Joy, o resultado surpreendente do encontro ainda mais surpreendente entre o baterista dos Strokes, Fabrizio Moreti e o vocalista do grupo brasileiro Los Hermanos, Rodrigo Amarante. Os rapazes conheceram-se em Lisboa, devem ter gostado um do outro e decidiram juntar-se e criar um projecto diferente dos trabalhos das respectivas bandas. No fundo acabaram por não se afastar do som de uns e outros, embora a coisa seja mais suave e sossegada. A sonoridade é pura músiquinha de fim de tarde na praia e em alguns momentos ficamos mesmo à espera que entre um providencial ukelele. O conjunto completa-se com a multi-instrumentista Binki Shapiro, supostamente mulher de um deles, e o àlbum, com o mesmo nome da banda, é delicioso do princípio ao fim. A ouvir muitas e muitas vezes...
Outra coisinha boa como o caraças é o novo trabalho de Devendra Banhart, não em nome próprio, e que conta também com a participação do mesmo Fabrizio Moretti, de Greg Rogove dos Priestbird, de Noah Georgeson, membro da banda de Devendra, e de Aziz Ansari, um comediante(!). É fácil perceber, mesmo sem ouvir uma única música, que a coisa é pura rambóia desgovernada. O disco soa, claro, a Devendra Banhart e podia muito bem ser o seu mais recente trabalho. Mas não. O super grupo chama-se Megapuss e é fantasticamente alucinado. O único vídeo conhecido do grupo foi retirado da net por questões autorais, e os que ainda estão disponíveis não ajudam muito a perceber a qualidade da música. Percebe-se a javardice...Somos fúteis. Glorificamos o mais básico, desnecessário e inútil que a sociedade tem para nos oferecer. Como a grunha do Futebol Clube do Porto que, fiel à filosofia da maioria dos adeptos do clube em questão, ficou famosa por ter tentado agredir outra grunha que ficou famosa pelas razões que se conhecem. Irracionais. Irracionais que defendem e deificam de uma forma quase irreal um homem só porque este é presidente de um clube de futebol. Podia ficar provado que Pinto da Costa tinha cometido os crimes mais hediondos do universo, que ainda assim esta horda de energúmenos o defenderia da mesma forma. Irracional.
Somos bárbaros e gostamos dessa natureza. Negamo-la, mas temos um estranho e doentio fascínio por ela. Na Dinamarca, todos os anos centenas de golfinhos Calderon são chacinados em nome de uma antiga tradição. Num exercício de rara violencia - mas não tão rara quanto isso - jovens dedicam-se a matar golfinhos que se aproximam da costa como cerimonial de passagem à idade adulta. Estamos a falar de um país pertencente à União Europeia e de uma práctica que não só não é condenada pela própria União, como não é mencionada nas notícias e que não sofre represálias por parte dessa toda poderosa Greenpeace - hoje gorda, anafada e demasiado dolente para quem quer realmente fazer alguma coisa.
Perante cenários destes; perante coisas tão desnecessariamente brutais como o esfolar uma lampreia viva, o ferver uma lagosta viva, o cortar pedaços de um peixe vivo para cozinhar e deixá-lo no aquário à espera da próxima dose, o abate de golfinhos só porque sim, o tiro aos pombos, as touradas e largadas de touros, a caça e pesca desportivas, e todo um sem número de maus tratos a animais, terríveis, humilhantes, vou-me começar a rir dos ditos problemas que o homem moderno sofre e vem sofrendo. Palestina e Israel? Não me façam rir. Guerras em África? Azar. Atentado no Paquistão. Estavam a pedi-las.
Sou uma bomba-relógio anti-social. Começo perigosamente a perder toda e qualquer paciência para as pessoas e para a sociedade das pessoas. Tudo o que sabemos é destruir. Portanto, estamos seriamente a jogar no risco. Uns dias corre bem, outros corre mesmo muito mal. Falem-me a um nível macro-sociológico e transformo-me imediatamente em assassino de massas. De repente os massacres que vemos aqui e ali em países como os EUA fazem todo o sentido. De repente dou por mim a pensar porque é que eu não me lembrei disto antes?
O pior disto tudo, é que já há muito tempo que desisti. Nada nunca vai mudar, e dá-me vontade de rir de todos estes ditos pragmáticos que vêm a vida ainda com olhos esperançados de quem acha mesmo que só por falar e fazer manifestações vai realmente conseguir mudar seja o que for. Palhaços que se dizem vegetarianos porque têm peninha dos animais. De quais? Dos golfinhos? Dos ursos polares? Das raposas que fofinhas que elas são e têm uns bebés tão riquinhos? E os outros milhões de animais que esterminamos como se estivessemos num safari e que não são obrigatoriamente fofinhos e riquinhos e bonitinhos? Somos uns putos reguilas da pior espécie que a primeira coisa que fazemos sempre que vemos um animal qualquer é perguntar como é que isto se estraga?
E ainda querem convencer-me a votar nesta cambada de merdas que são os políticos que se estão pura e simplesmente nas tintas para tudo isto e cuja única e permanente preocupação é tentar manter o posto pelo maior período possível e todas as regalias que daí resultam? Não me façam rir. Já basta a hipocrisia tão genialmente utilizada por eles e pelos seus assessorzinhos de imprensa e os seus marketeers e que é baseada tão somente na nossa estupidez, capacidade de sermos enganados, fé desmedida na incongruência e, lá está, burrice.
E as pessoas que defendem que se pode esfolar uma lampreia viva para saber melhor no prato? Gosto das duas em particular que mo disseram e respeito-as imensamente. Só não gosto delas quando se lembram que afinal são seres humanos como todos os outros...
Gostam mesmo de viver num mundo assim?

O que é que se pode esperar de um filme de super-heróis que tem como música do genérico "Times They Are a Changing", de Bob Dylan? Que obviamente não será um filme de super-heróis como outro qualquer. E "Watchmen" nunca o poderia ser. Não porque a banda desenhada em que se baseou não é uma banda desenhada como outra qualquer. Porque foi considerada por muitos como a melhor de sempre e tida pela Times Magazine como um dos 100 melhores livros alguma vez escritos. Ou seja, o ponto de partida era o melhor possível mas também o de herança mais pesada. Por isso mesmo é que nunca ninguém se tinha atrevido a tentar sequer uma aproximação ao universo de Alan Moore. E porque Moore nunca tinha permitido essa aproximação.
Para além disso o argumento - com todas as suas obrigatórias reviravoltas e diferenças em relação ao trabalho original - está maravilhosamente bem escrito; é adulto, nada imberbe como já vem sendo habitual neste tipo de filmografia, e tem mesmo momentos de uma qualidade dramatúrgica arrepiante. Os actores não são meros bonecos - outra característica do cinema baseado em heróis da banda desenhada - e levam a coisa bem a sério. Billy Crudup (Dr. Manhattan), Jeffrey Dean Morgan (The Comedian) e até um secundaríssimo como Matt Frewer (Moloch), dão um realismo impressionante a personagens que poderiam facilmente cair na caricvatura. No entanto, o destaque mais do que obrigatório vai para para um actor que já provou ser talhado para personagens densas, intensas e com uma forte carga
dramática, Jackie Earle Haley. Nomeado para o Oscar de actor secundário pelo papel de um atormentado pedófilo em "Little Children", Haley recria um Rorschach sempre pronto a explodir, pleno de energia refreada (mas nem sempre). A sua interpretação é mais um daqueles elementos estranhos a este tipo de cinema. Algo que só havia sido visto em "The Dark Night" e pela mão de Heath Ledger.Etiquetas: Filmes Vistos
Ora bem, para começar mais uma vez a estranheza de um filme de animação que obviamente é dirigido maioritariamente para adultos estrear apenas na versão dobrada. É ridículo, desnecessário e a prova de quem decide estas coisas está claramente deslocado de duas realidades: a do livro que deu origem ao filme e a do próprio filme, dando a nítida sensação de que não o viu sequer. Mas enfim...Etiquetas: Filmes Vistos
Não é recente esta onda de recuperação dos géneros soul, funky e até de algum rockabilly. Não é dessa onda que aqui se vai falar. Hoje fala-se de um dos primeiros nomes a aparecer com um trabalho nessa área e ainda por cima de excelência mais do que comprovada, Jamie Lidell.