É MERECIDO
Este blog está de férias na Zambujeira do Mar. Durante esta semana não fará mais nada a não ser praia, relax e boa comidinha. Na semana seguinte ainda não sabe onde vai, mas vai-se manter fora do Porto, isso é certo.Bom Karma... ou não!
Este blog está de férias na Zambujeira do Mar. Durante esta semana não fará mais nada a não ser praia, relax e boa comidinha. Na semana seguinte ainda não sabe onde vai, mas vai-se manter fora do Porto, isso é certo.
A única contra-indicação resultante desta medalha, é a triste figura do Comandante José Vicente Moura, presidente do COP, que tinha anunciado a sua retirada por causa da má prestação da comitiva portuguesa, e que, face às medalhas de Vanessa Fernandes e de Nelson Évora, vem agora, armado em salvador da nação, afirmar a sua continuidade à frente do Comité desde que fortemente apoiado.A mim parece-me razão suficiente para agradecer a amabilidade e a disponibilidade do sôr Vicente, mas para lhe pedir também que não se apoquente, e que cumpra o que anunciou tão acaloradamente, que nós por cá resolvemos a coisa. adeuzinho, sim? Vá descansar que já não tem idade para estas coisas.
obviamente, não têm nem a mesma motivação, nem os mesmos objectivos. Os objectivos são atribuidos aos atletas numa primeira fase pelos media, sedentos de vender jornais com a antecipação do fantástico sucesso que aí vem, e maravilhados com a hipótese de venderem ainda mais com as notícias das desilusões e os escândalos das derrotas. O povinho embarca nesta onda fabricada de euforia, e os atletas, naturalmente, não têm nem tempo nem a coragem de dizer "bem, se calhar não somos assim tão bons, tenham lá calma".
Convém lembrar as massas que apenas (menos de) um terço dos 77 atletas que compõem a comitiva portuguesa é profissional da coisa, enquanto que os restantes fazem o que fazem em part-time e/ou são estudantes. Para os olímpicos amadores as condições de treino não são nem pouco ou mais menos as mesmas de que gozam os seus colegas profissionais, e isso faz toda a diferença.
Fernandes, porque é campeã de tudo e mais alguma coisa no triatlo. Os restantes intervenientes, por muito bons que sejam, e por muito bons que tenham sido os seus resultados ao longo de um ano de competição, ficam muito longe do nível destes quatro, e a hipótese real de vencerem uma medalha é no mínimo fraquita. E mais uma vez, se não fossem os media, nenhum destes desportistas prometeria qualquer resultado; levados pela euforia fabricada em torno desta ida a Pequim, foram incapazes de acalmar os ânimos e ainda conseguiram piorar as coisas, proferindo afirmações capazes de envergonhar o mais puro dos desbocados.
A cerimónia de abertura das olimpíadas em Pequim, da responsabilidade do realizador Zhang Yimou, foi vista por uns impressionantes 15% da população mundial, o que lhe concede de imediato o espectáculo mais visto de sempre na história da humanidade. Para além disso, deve ter sido o melhor espectáculo que já vi. E nem me vou dar ao trabalho de o tentar descrever ou sequer adjectivar, foi uma daquelas coisas únicas e que é obrigatório ver para compreender tudo o que representa.
Para além disso, a mocita que a dada altura encantou o povo com o seu trinado (Lin Miaoke) afinal só lá estava porque a verdadeira proprietária da voz (Yang Peiyi) não tinha cara para aparecer na televisão. Assim, em vez do governo chinês matar toda a sua família e perder mais uns meses à procura de outra cantora infantil em orfanatos e refúgios, optou pela solução do marketing e foi à procura de uma carinha laroca para condizer com a angelical vozinha. Sinceramente não percebo a polémica; em décadas de cerimónias do género, inúmeros foram os cantores, mais ou menos famosos, em pleno exercício de karaoke. Esta, pelo menos, fez um playback bastante profissional, e soube desfilar uma panóplia de expressões fofinhas e queriduchas, tão ao gosto dos camaradas chineses.
E depois temos Michael Phelps. Ainda não alcançou o objectivo com que chegou a Pequim - ou seja, bater o mítico recorde de Mark Spitz, que em 1972, em Munique, conquistou sete medalhas de ouro - mas a verdade é que não só já se tornou no atleta mais medalhado da história dos jogos olímpicos (11 medalhas de ouro e 2 de prata) como se arrisca severamente a ultrapassar a marca de 33 recordes mundiais, também pertença de Spitz. Até agora Phelps já bateu recordes mundiais por trinta vezes, e é o actual detentor da melhor marca mundial em seis eventos - 100 metros livres e mariposa, 200 e 400 metros estilos, e as estafetas de 100 e 200 metros. Destas seis marcas, cinco foram conseguidas nestes jogos olímpicos, o que diz muito da vontade que o jovem americano tem de colocar o seu nome na história da natação. Como se fosse realmente preciso fazer ainda mais...
Entretanto, e para cúmulo da ironia, uma das finais de tiro com pistola destes jogos, foi disputada entre uma atleta da Georgia e uma da Rússia. Felizmente as senhoras eram civilizadas - coisa que os seus respectivos governos não são - e em vez de se esquecerem dos alvos e desatarem à chumbada uma à outra, abraçaram-se e mostraram que a política ainda pode (e deve) ficar afastada do desporto. E da maior parte das coisas da vida social, já agora.Etiquetas: BLAH BLAH BLAH
Bernard Jeffrey McCullough tinha 51 anos e uma carreira feita de stand up, séries de televisão e cinema. Mais recentemente tornou-se mais popular unto do grande público pelas suas participações em "Ocean's Twelve" e em "Charlie's Angels", filmes que fizeram renascer o interesse pelo seu trabalho. Morreu vítima de uma pneumonia.
E lembrei-me disto porquê? Porque mais um dos abutres que ainda conseguem ter a lata de viver à custa de uma herança cultural tão rica, acaba de lançar mais um disco: Mílton Nascimento - que me parece já ter sido bem melhor músico do que de há uns anos para cá - e o trabalho "Novas Bossas" (bastante pouco presunço).

Já tinha sido aconselhado a ver "Atonement" por diversas pessoas e por inúmeras vezes já tinha pensado em trazê-lo para casa. Erradamente pensei sempre que não deveria ser assim tão bom quanto isso e que o poderia ver em qualquer outra altura. Erradamente.
um modo completamente invulgar e porque, sem o sabermos, nos passa uma enorme rasteira, logo desde o seu início. Não se pode acusar o filme de ser uma tremenda mentira, porque na realidade a história que nos é contada aconteceu de facto àquelas pessoas, não aconteceu é exactamente como nós vemos...
McAvoy (enorme), Saoirse Ronan, Vanessa Redgrave, Romola Garai -, que a fotografia do filme é brilhante, que a banda sonora, matemática, e uma das melhores que ouvi este ano e que funciona quase como uma personagem do filme, e que "Atonement", que provavelmente merecia mesmo alguns dos Oscars para que estava nomeado, contém
uma das cenas mais arrebatadoras de que me lembro. Um plano sequência de quase cinco minutos, sem cortes, non stop, na praia de Dunkirk na véspera das tropas inglesas serem levadas de volta a casa, e que é de uma complexidade e de uma coreografia impressionantes. Não supera os travellings megalómanos de "Os Filhos do Homem", mas que mete respeito, lá isso mete.Etiquetas: Filmes Vistos


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Ao ver o documentário e ao acompanhar todos os milhões de pormenores técnicos que um filme destes exige, fica-se com a certeza de que o que aparenta ser simples e feito assim às três pancadas, é afinal resultado de milhares de horas de trabalho minucioso de uma equipa de centenas de pessoas. É assustadora a margem infinitesimal de erro no processo de construção de um filme como "Cloverfield". Tudo é de tal forma planeado, tudo é tão criteriosamente decidido, que ficamos com dor de cabeça só de pensar no que aquelas cabeças tiveram de pensar para conseguirem um resultado final daqueles.
Engraçado é perceber também o carinho que quase todas as equipas de filmagem, produção, efeitos especiais e até de actores, desenvolveram pelo tal monstro a quem deram o nome de "Clover" - assim em jeito de só para amigos. E curiosa a explicação que o próprio desenhador da criatura dá para o seu estranho aparecimento em Manhatan. Segundo ele, que teve de tentar perceber as suas motivações e emoções para o conseguir criar em lápis e papel, aquele monstro não está zangado nem tem nenhum particular interesse em ver uma cidade arrasada. Aquele monstro não é mais do que uma cria, perdida, assustada e, como tal, completamente desorientada. Giro...
Impressionante a qualidade dos efeitos especiais, que nos enganam mesmo quando pensamos não ser necessário. Certas cenas, que acreditamos serem filmadas, por exemplo, na ponte de Brooklyn, não são mais do que um espectáculo CGI, filmadas num cenário cercado por ecrãs verdes. Aliás, "Cloverfield" é provavelmente o melhor exemplo até hoje da utilização desse tal de CGI. Duvido muito que durante o filme alguém consiga de facto perceber quais as imagens concebidas digitalmente e quais as 100% reais. E esse é o ingrediente que torna uma hitória absolutamente inverosímel em algo de tão realistico e quase palpável. Honestamente, não estou a ver nenhum outro filme com uma tão grande qualidade de efeitos especiais e, acima de tudo, com uma tão perfeita e justificada aplicação desses mesmo efeitos no decorrer dos acontecimentos.
Entretanto, existem já inúmeros vídeos na net que mostram os pequenos segredos de que o filme está repleto. Alguns são somente teorias, mas a maior parte resulta mesmo das horas que os fãs passaram a analisar "Cloverfield" para tentarem descobrir de facto aquilo que no cinema nos passou despercebido. É interessante e divertido, e obriga-nos a ir ver o filme com o comando na mão e um dedo constantemente no PAUSE.
Ah, lembram-se de ter referido que ao terminar o genérico final de "Cloverfield" estava talvez o maior segredo do filme? Quando se ouvia uma voz sussurrar algo imperceptível? Pois bem, a primeira coisa que se percebeu é que se assemelhava vagamente a qualquer coisa como "help us". Afinal, e graças aos tais fãs que perderam dias a desenterrar os segredos escondidos, descobriu-se que se ouvirmos o tal som ao contrário, conseguimos perceber nitidamente "it's still alive"...
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Já há uns mesitos que não publicava vídeos aqui no cantinho.Etiquetas: KARMABOX