kar(ma)toon

Bom Karma... ou não!

segunda-feira, abril 26, 2010

TEIMOSIA NÃO LHE FALTA...












"Quando contar até 10 vão pensar que eu sei cantar..."



É antiga a minha alergia a Pedro Abrunhosa e a tudo o que faz ou diz. Por isso mesmo, a alegria toma conta de mim sempre que o biltre lança um trabalho novo. Não satisfeito com a sua notória falta de jeito para tudo o que é musical, o Abrunhosa vai e lança disco novo. Disco novo e igualmente mau, diga-se.

Houve uma altura - mais concretamente quando editou o seu primeiro álbum - que o Abrunhosa tinha alguns argumentos a seu favor. Tinha groove, arriscava numa sonoridade nem por isso muito comum em Portugal e, acima de tudo, não se esforçava por cantar as barbaridades poético-chungas que escrevia.

Foi quando o Abrunhosa decidiu começar a cantar(?) que tudo se desmoronou e as fragilidades até então mais ou menos disfarçadas vieram ao de cima como estrume num rio estagnado. Tudo isso somado a uma crescente vaidade e um cada vez mais insuportável pretenciosismo. Injustificados, porque a pouca qualidade musical esfumou-se a cada novo trabalho, porque Abrunhosa não sabe mesmo cantar, e porque as suas músicas e letras representam a mais pura banalidade e futilidade puéril.

O homem é tosco, inexpressivo, não sabe dançar ou mexer-se sequer ao ritmo do que grunhe. É penoso vê-lo actuar, como é penoso ver bons músicos enterrados num projecto tão fraquinho apenas por uma questão financeira- sabido que é o seu feitio autoritário e conflituoso e as más relações que mantém com as bandas que o têm acompanhado. Por outro lado, dá-me um gozo mórbido e doentio ouvir cada atrocidade gravada pelo Abrunhosa. É bom ser tão mau com os desgraçadinhos.

sábado, abril 24, 2010

NÃO HÁ PACHORRA

O papa Bento-qualquer-coisa vem a Portugal, uma visita integrada na "Pedophilia Tour 2010". O papa vem a Lisboa e ao Porto e vai celebrar missa aqui e ali, vai percorrer estes percursos a tantas horas e coisa e tal. O papa vem a Portugal e os funcionários públicos, já habituados a fazer tão pouco e tão mal feito, vão ter folga. Sim, e...?

A única coisa realmente importante nesta vinda do papa coiso-e-tal a Portugal, é a atenção desmedida, desproporcionada e absolutamente ridícula que vários sectores da sociedade lhe estão a dedicar. A imprensa, essa, já se sabe que precisa de acontecimentos destes para ganhar a vida. Nada a acrescentar aqui a não ser o facto de já se saber que os dias de visita vão ser dias de pura inutilidade televisiva, ocupados que estarão os quatro canais com um senhor de branco vestido a dizer adeus a à populaça ignorante.

O que realmente me faz confusão na visita do papa com nome de médico de Dachau, é o segiunte: primeiro, o dinheiro investido pelo estado Português nesta recepção a um homem que muito honestamente não fez absolutamente nada para merecer honras de Estado. É vergonhoso, o que se gasta num palanque à beira Tejo plantado para que o homem diga meia dúzia de asneiras religiosas para milhares de idiotas sem a capacidade de pensarem por si próprios.

Segundo, continuo sem perceber o que vê esta gente num homem que não fez nada que justifique esta idolatração, que é uma refinada e perigosa besta conservadora e preconceituosa, e que está directamente envolvido num dos maiores escândalos da igreja católica. Apesar de achar igualmente ridícula, e um tremendo desperdício de energia positiva, consigo compreender a devoção que os portistas dedicam ao seu presidente, Pinto da Costa. Apesar de tudo, o homem conquista prémios e títulos para o clube que adoram e isso traduz-se na tal devoção. O papa... nada. Não faz nada, não é significativo, não é positiva e politicamente influente, nada!

E no entanto, chega aqui ao burgo, é recebido como uma super-estrela, diz meia dúzia de burrices e tá a andar, subitamente, e para as cabeças pequeninas dos católicos nacionais, Portugal é novamente uma grande nação. Podiam aproveitar e levar o homem que vai ter um microfone revestido a ouro para dizer parvoíces sem sentido, numa visita guiada às instalações da Casa Pia. Se quem gosta de vinho visita as caves do Porto e Gaia...

terça-feira, abril 20, 2010

ATÉ QUE ENFIM


Não é que seja um programa brilhante, mas O Lado B, apresentado por Bruno Nogueira, é a primeira aproximação fiel ao formato talk show tal e qual como ele deve realmente ser: à moda americana.

Como disse, o programa não é fabuloso, e ainda está na fase em que as coisas necessitam de algumas afinações, mas a verdade é que tem o ritmo certo, a duração certa e o apresentador certo, que não se importa, perante os convidados, de ceder protagonismo e partir para o que realmente interessa.

Para além disso, os sketches têm piada, estão bem feitos, arriscam q.b. e a produção do programa mostra-se atenta, desinibida e eficaz. O cenário é pequeno e relativamente anti-pindérico e ainda contém uma surpresa: o palco reservado para a banda convidada está situado entre o apresentador e o público, ou seja, há uma inversão de planos bastante agradável e (dado o historial televisivo nacional) revolucionário.

A última surpresa positiva, tem a ver precisamente com o convidado musical e com o facto das canções serem interpretadas sem o recurso ao famigerado playback. É bom, imprime energia e devia ser obrigatório em todos os programas de entretenimento das televisões portuguesas.

Honestamente já tinha desistido de Bruo Nogueira. Houve uma altura em que acreditei sinceramente que podia ser uma figura importante na comédia nacional. Depois a carreira foi-se instalando, a frescura desaparecendo e pensei que seria apenas mais uma figura aburguesada ao bom estilo das Produções Fictícias. Em bom tempo a RTP aproveitou-se da sua figura e da sua comicidade para dar vida a um programa que, não fosse pelo apresentador, teria o mesmo destino de tantos outros do género: era entregue a um Malato ou ainda pior, e morria ao fim de poucas semanas.

Ainda assim, o canal estatal não evita cair no mesmo erro irritante de quem gosta de gastar dinheiro para nada. Ou seja, empurra O Lado B para o Domingo às 23:30, um horário nada consentâneo com o tipo de público que habitualmente segue Bruno Nogueira. Mas enfim, nada a que a RTP já não nos tenha habituado...


terça-feira, abril 13, 2010

A SÉRIO, CALEM-SE UM BOCADINHO!


Não satisfeitos, os homens da igreja continuam a dar tiros no pé à força toda. Já aqui tinha falado deste pequeno problema de gestão de comunicação, mas a verdade é que nada nem ninguém parece ser capaz de parar a verborreia que sai das santas bocas dos clérigos.
Desta vez foi um secretário do papa que se saíu com uma verdade absoluta daquelas que faz tremer o cristão mais devoto. Segundo este senhor, de quem sinceramente não decorei o nome, existem documentos científicos - e que estão na posse dele, até - que comprovam a relação directa entre pedofilia e homossexualidade.

Ou seja... era para ajudar a limpar a imagem da religião católica, de alguma forma?

KARMABOX WITH(OUT) A VIEW - PETER GABRIEL - "LISTENING WIND"


O novo álbum de Peter Gabriel, "Scratch My Back", representa desde já um dos projectos musicais mais importantes do ano. Por um lado, porque é o regresso de um dos maiores nomes do cenário musical de um planeta que às vezes parece pequeno para tanto talento; por outro, porque tem já prevista uma sequela.

"Scratch My Back" não é um álbum de originais, mas antes a visão de Peter Gabriel de algumas das suas músicas favoritas. Músicas, entenda-se, de outros intérpretes, que vão agora responder ao desafio de criarem novas roupagens para clássicos do senhor Gabriel num disco intitulado "I'll Scratch Your's" - Bon Iver, um dos artistas revisitados por Peter Gabrial, já lançou inclusive a sua versão de "Come Talk To Me".

O disco apresenta, entre outras, versões de músicas dos Radiohead, Paul Simon, Neil Young, David Bowie e Lou reed, mas para já, as duas mais ouvidas aqui no Ipod são "Flume" - precisamente um original de Bon Iver - e "Listening Wind". "Listening Wind" é uma verdadeira obra-prima. Uma daquelas músicas que se ouve incessantemente e de que se gosta cada vez mais e um daqueles casos não muito comuns de uma versão que é incomparavelmente superior ao original - apesar de ser um original de respeito, pertença dos Talking Heads e do seu álbum de 1980, "Remain In Light".

A verdade é que a versão de David Byrne e companhia foi composta e interpretada numa altura em que o grupo americano ainda estava impregnado de uma grande dose de experimentalismo sonoro, ou seja, sofria de uma carência emocional que, lendo a letra da música facilmente se percebe, faz todo o sentido. Peter Gabriel investe precisamente nesse lado emocional e fá-lo a partir de arranjos de cordas belíssimos e que são, indiscutivelmente, o ponto alto de todo o álbum.

Por tudo isto, aconselha-se vivamente a visita ao site de Gabriel, onde o artista mantém um diário actualizado dos concertos que prepara com a sua orquestra e do próprio processo de construção de "Scratch My Back". São dois documentos essenciais a todos os amantes de música: o disco, registo gravado do génio de um dos maiores músicos da história, e o relato homem-músico e os seus processos criativos.




















Mojique sees his village from a nearby hill
Mojique thinks of days before Americans came
He sees(serves) the foreigners in growing numbers
He sees the foreigners in fancy houses
He dreams of days that he can still remember...now.

Mojique holds a package in his quivering hands
Mojique sends the package to the American man
Softly he glides along the streets and alleys
Up comes the wind that makes them run for cover
He feels the time is surely now or never...more.

The wind in my heart
The wind in my heart
The dust in my head
The dust in my head
The wind in my heart
The wind in my heart
(Come to) Drive them away
Drive them away.

Mojique buys his equipment in the market place
Mojique plants devices through the free trade zone
He feels the wind is lifting up his people
He calls the wind to guide him on his mission
He knows his friend the wind is always standing...by.

Mojique smells the wind that comes from far away
Mojique waits for news in a quiet place
He feels the presence of the wind beside(around) him
He feels the power of the past behind him
He has the knowledge of the wind to guide him...on.

sábado, abril 10, 2010

ATENÇÃO PORTO!

No próximo dia 13, no Estúdio Latino, a sala pequena do Teatro Sá da Bandeira, o António Júlio, encenador de "Recuperados" e "ALAN", mostra o seu espectáculo a solo, "200 gr.".
O bilhete custa 5 euros e a apresentação tem início marcado para as 21h30. Apareçam que vale muito, muito a pena.



THE BLACK CAB SESSIONS - TOUMANI DIABATE

Conseguiram meter uma kora num taxi com o maior músico africano da actualidade e... é isto.

Toumani Diabate from Black Cab Sessions on Vimeo.

sexta-feira, abril 09, 2010

O DIA EM QUE A PUBLICIDADE ENGANOSA FOI REALMENTE ACERTADA

Até me senti bem por me sentir enganado. Curioso com uma publicidade ao novo desodorizante AXE - TWIST, decidi adquiri-lo. Nunca estou satisfeito com um desodorizante e, como nas escovas de dentes que compro, fui atrás do último avanço tecnológico nesta área da higiene pessoal.

A máxima da AXE é que este novo desodorizante muda de fragrância durante o dia - supostamente de cítrico a frutado e, finalmente, a amadeirado. Percebi logo que a marca realmente tinha razão: o desodorizante muda de fragrância, de facto, de qualquer coisa que cheira bem para cheiro a sovaco...

quinta-feira, abril 08, 2010

E VERGONHA NA CARA, NÃO?

Os Blind Zero começaram a sua carreira como uma quase banda tributo aos Pearl Jam. A influência dos de Seattle era tanta que a coisa facilmente parecia uma imitação barata, musicalmente medonha e num inglês macarrónico, do trabalho de Vedder e companhia.
Anos passados, o grupo de Miguel Guedes tentou evoluir para uma sonoridade um pouco afastada da do início mas ainda assim, com algumas semelhanças com o grunge dos Pearl Jam. A banda americana arriscou um som mais acústico, a portuguesa tentou a mesma façanha. Os resultados, esses, sempre uma enorme desgraça, especialmente quando, a dada altura, começaram a imitar-se a si próprios.
O último single da banda do Porto mostra claramente uma nova e fresca evolução de carreira. Agora, copiam descaradamente outra banda, os Killers, que, francamente, serve apenas como fábrica de jingles para anúncios de telemóveis e cerveja, próprios para teenagers imberbes e para quem Eddie Vedder é o irmão mais novo daquele senhor mau que comandava a Death Star e que perseguia os Jedis.

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ALAN GOES PLACES

À imagem do que aconteceu o ano passado, com "RCUPERADOS", o TUP vai para a estrada com a sua última produção. "ALAN" vai participar, para já, em dois festivais: o MITEU, em Ourense, e o FATAL - Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, em Lisboa.
Assim sendo, já no próximo dia 17 estaremos na Galiza, num festival para o qual já havíamos sido convidados várias vezes. Vai ser bom, este contacto com um público que muito nos interessa. o espanhol. No dia 23 de Maio, quase a encerrar o festival, pelas 16h00 de Domingo mostramos o nosso Tom Waits aos alfacinhas.
E já temos alguns outros convites na calha, um deles, curiosamente aqui no Porto. "ALAN" não pára para já e desconfio que ainda nos vai dar muitas alegrias.

terça-feira, abril 06, 2010

DEIXAI BIR A MIM AS CRIANÇHAS


Segundo o best-seller "A Bíblia", foi Jesus Cristo quem proferiu estas palavras, embora sem o sotaque. Já não me lembro quais foram as consequências, na obra literária, desta frase, mas sei, com toda a certeza, que se fosse hoje, as crianças não iriam.

Os mais recentes escândalos em torno da igreja e da sua ligação íntima à pedofilia, só são escândalos porque os media necessitam que assim seja. Porque a verdade é que as notícias de padres pedófilos e do esforço da igreja em abafar os múltiplos abusos sexuais na verdade não surpreendem ninguém.

O que surpreende é a capacidade da igreja ser incapaz de admitir os seus erros, de tentar constantemente desviar o assunto, de lhe querer dar a volta, de se vitimizar e de tentar atirar poeira para os olhos de todos os que estão mais ou menos atentos à situação. De cada vez que algum responsável ou porta-voz da igreja vem a público com uma qualquer comunicação oficial ou não oficial, o assunto fica ainda pior e a instituição cada vez mais mal tratada. É tiro no pé atrás de tiro no pé, sem descanso, non-stop.

E o pior é que já todas as pessoas minimamente inteligentes estão fartas de saber que a igreja foi desde sempre uma organização privilegiada, fechada sobre si mesma e com a capacidade de agir independentemente e sem grandes investigações externas. Ou seja, a igreja católica é e sempre foi intocável. E essa condição tão especial sempre permitiu a inúmeras pesonalidades da igreja serem e fazerm o que lhes desse na real gana sem que fossem investigados ou punidos.

O lobby católico é fortíssimo, já todos sabemos, e durante séculos conseguiu iludir, contornar e fintar todos os seguidores e todos os descrentes em relação às atrocidades cometidas. Esse facilitismo acabou de uma vez por todas. Não só porque os media tratam de dificultar a ocultação por muito tempo de grandes segredos, mas também porque a igreja católica e os seus mais altos representantes cairam em total descrédito.

A sorte do papa e dos seus, é que ainda há muita boa gente que acredita em tudo o que eles dizem, e se o santo padre diz que a igreja católica é alvo de ataques e difamação, então não há como duvidar. Se o santo padre pedir aos fiéis para queimarem jornais e canais de televisão, então não temos como não dizer que não. Ou seja, apesar de tudo o mundo continua dividido entre os que engolem o folclore bíblico e os que nem por isso.

Não há nenhuma campanha difamatória contra a igreja católica. O que há são factos. Demasiados factos. Não há casos pontuais, há casos continuados de vários sacerdotes que usam desse tal privilégio de que goza a igreja para satisfazerem os seus desejos. Desejos humanos. Porque a igreja não é a instituição acima de tudo o resto, como muitas vezes nos querem fazer acreditar. É uma organização de homens, construída por homens, baseada em literatura barata, que serve os homens que a dirigem e não aqueles que ainda acreditam nela. É uma organização política, milionária, poderosa, influente e nada benemérita.






TEM DE HAVER UM LIMITE...


Já muitos me tinham falado, já muitos se tinham rido à gargalhada enquanto me descreviam, mas nunca tinha visto esta pérola do ridículo, do disparatado e do absolutamente despropositado. O Benfica TV, numa clara demonstração de como é importante justificar o que se gasta para manter um canal de televisão, dá o exemplo e mostra-nos o que não se deve fazer para justificar... bem, já perceberam a ideia.

Os jogos do glorioso que não têm transmissão em directo, são relatados no estúdio e... e eu não percebo quem é que tem dois televisores ligados, um para vero jogo e o outro para ouvir o relato da Benfica TV. Eu não percebo quem é que,por estes dias, não consegue sintonizar o canal RTP ou, em último caso, ir ao café mais próximo ver o jogo na Sport TV. Eu não percebo quem é que prefere ficar em casa a «ouver» o relato em vez de sair para o tal café, ver o jogo com amigos, fugir à chata da mulher e ainda beber uns canecos.

Acima de tudo, não percebo como é que não houve ninguém na Benfica TV, mesmo sendo benfiquista desde pequenino, que tenha dito "isto se calhar é uma péssima ideia, pessoal". Ainda por cima, os apresentadores/relatadores de serviço são feios, fazem figurinhas ridículas e explicam o porquê da rádio não ter imagem: é para nos poupar desta visão dos infernos.


quinta-feira, abril 01, 2010

ESPÉCIE DE KARMABOX WITH A VIEW



A SIC teve a coragem, há alguns dias, de encerrar o seu jornal da noite com uma peça sobre uma banda pop portuguesa - que practicamente ninguém conhece, e que aparentemente terá ficado «famosa» porque um single seu foi usado num anúncio de uma rede telefónica - que decidiu fazer um vídeo de uma música sua sem cortes, num longo plano-sequência...

A coisa basicamente mostra uma senhora a andar pela rua e a ser seguida pela câmara, o que, francamente, não se revela lá muito complicado de fazer. Ok, pelo caminho vão surgindo outros intervenientes, mas a quem foi atribuída a única tarefa de fugir ao ver a senhora. Fácil, certo?

A SIC tinha feito melhor em terminar o jornal da noite com estes senhores, assim estaria a cumprir a sua quota de serviço público.


AH, MUITO BEM!