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Bom Karma... ou não!

quinta-feira, abril 16, 2009

POLÉMICA



Muito sinceramente, não percebo o encanto de Leonard Cohen. Já tentei, mas continuo sem saber o que é que de verdadeiramente bom tem o homem para conseguir a legião de fãs que se conhece. Pessoalmente acho que tudo o que edita tem um forte e incontornável cheiro a parolo. Parece música para velhos decrépitos que passam os fins-de-semana nos casinos rasca; karaoke de ainda pior qualidade para bêbados e acabados. Já está, já disse.


Isto estava para ser escrito há algumas semanas, mas agora, motivado por um blog vizinho, decidi finalmente a fazê-lo. E precisamente pela música em questão, "Allelujah". A comparação só pode ser feita, obrigatoriamente, com a versão de Jeff Buckley, inifnitamente melhor, na minha opinião. Tão melhor que provavelmente ainda há muita gente que pensa ser dele a autoria da música. E de facto, não é qualquer um que pega numa música já escrita e gravada e regravada, e por causa da sua interpretação a torna dele. Buckley conseguiu-o. E nem sou daqueles fãs de Jeff Buckley que o endeusa, ou que faz dele um mártir da música pop. Muito menos considero o seu "Allelujah" a sua melhor canção. No entanto, as diferenças entre as duas versões são abissais. Dos arranjos pesados, gordos, preguiçosos e, lá está, parolos, e dos coros ridículos, a métrica desajustada da versão de Cohen, Buckley não aproveitou rigorosamente nada e ainda bem. Reduziu-a ao mínimo. Guitarra e voz, esta sim adequada ao sentimento de uma canção dorida, sofrida e lindíssima, sem dúvida. Buckley tornou-a harmoniosa, delicada, levíssima. Tornou-a bonita. Cohen não consegue outra coisa que não fazer de "Allelujah" um objecto pesado, aos tropeções, isento de qualquer tipo de sensibilidade. Como tudo o que faz, aliás. Já sei que pessoas acusarão a versão de Buckley de ser triste e nostálgica. A esse digo-lhes que leiam com atenção as palavras escritas por Cohen.

Com o devido respeito pelos fãs de Leonard Cohen, Jeff Buckley meteu Cohen no chinelo, como quem diz olha, não achas que devias ter feito antes assim?

Em baixo as duas versões para a devida e justa comparação e um link para uma terceira, também de Jeff Buckley e que não pode ser publicada aqui por motivos legais. É a mais despida de todas e a mais bonita.






A versão mais bonita de todas

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